Greve dos servidores municipais de Ribeirão Preto já é a maior da história, teve pedido de Impeachment e até enterro do governo

Sindicatos

O presidente da FESSPMESP e da CSPM – Confederação dos Servidores Públicos Municipais, Aires Ribeiro, esteve presente nas mobilizações em Ribeirão Preto e destaca a importância da unidade dos trabalhadores nesta luta contra a pressão das administrações públicas contra a conquista e a manutenção dos direitos dos trabalhadores.

“Após a reforma trabalhista e da medida provisória 873, os empregadores e os prefeitos querem pressionar a classe trabalhadora e retirar os seus direitos. Nós da Federação e Confederação estamos apoiando os sindicatos filiados nestas lutas. Mesmo com o governo tentando enfraquecer as organizações dos trabalhadores com estas e outras medidas, a classe trabalhadora pode contar com o nosso apoio. Sempre que houver irregularidades por parte dos empregadores ou dos governos municipais, estaremos, juntos, exigindo nossos direitos.” – Aires Ribeiro

Aires ainda declara: “As negociações para atender a Constituição Federal que estabelece a obrigatoriedade da revisão geral, foram suspensas quando o prefeito não quis repor nem a inflação acumulada no período o que resultaria em grande prejuízo para a categoria, que não teve outra alternativa e decretou greve geral. Com a intervenção judicial os trabalhadores mantiveram a greve e suspenderam a paralisação aguardando reabertura das negociações e proposta conciliatória. nova audiência no Tribunal de Justiça marcada para esta quinta feira para fechar possível acordo. Os servidores engajados neste movimento estão de parabéns pela resistência e determinação. A federação estará sempre apoiando o sindicato e servidores.”

A greve dos servidores municipais de Ribeirão Preto que teve início no dia 10 de abril, e chega nesta terça-feira (7) ao 28º dia, já é a maior, em extensão, da história do município. Em um dos atos que mais chamaram a atenção, os trabalhadores, com o apoio do Sindicato, realizaram o enterro simbólico do prefeito Antônio Duarte Nogueira Júnior (PSDB), em frente à prefeitura. Também foram enterrados pelos servidores alguns vereadores que votaram contra o pedido de Impeachment feito pelo Sindicato, por entender que o atual governo cometeu um crime ao realizar um acordo de novação com alguns beneficiários de um processo vencido pela entidade que representa os trabalhadores sem a homologação da Justiça. Durante todos os dias de paralisação, o Sindicato e os servidores municipais puderam contar com o apoio da Central do Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais do Estado de São Paulo (Fesspmesp). Também foram feitas passeatas, carreatas e diversos atos políticos na Prefeitura e na Câmara Municipal, que “trancou” sua pauta durantes os movimentos dos servidores e não votaram nenhum projeto. “As paralisações foram suspensas no 24º dia de greve para atendermos a orientação do Tribunal de Justiça que suspendeu a ação de dissídio por sete dias para que as partes negociem. Porém, a greve continua e se o governo de Ribeirão não abrir o diálogo, nós retomaremos as paralisações com mais força ainda esta semana! É importante salientar que contamos em todos os dias da nossa greve com o apoio importante da CTB e da Fesspmesp. A nossa luta é uma luta da classe trabalhadora contra todas as investidas dos Governos Federal, Estadual e Municipal. O apoio de todos é fundamental para mantermos a unidade e alcançarmos a vitória”, ressalta o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto, Guatapará e Pradópolis, Laerte Carlos Augusto.

Pauta dos Servidores de Ribeirão Preto

A categoria cobra da administração um reajuste salarial de 5,48% (sendo 3,78% de reposição da inflação e 1,7% de aumento real). O mesmo índice de reajuste (5,48%) é reivindicado na reposição do vale-alimentação e na auxílio nutricional dos aposentados e pensionistas. Na pauta entregue ao Governo Municipal ainda constam diversos itens específicos de cada Secretaria e Autarquia que visam melhores condições de trabalho aos servidores.
A diretoria do Sindicato espera que o Governo Municipal chame a categoria para uma rodada de negociação nas próximas horas, faça uma oferta de recomposição salarial digna para os trabalhadores e saia da proposta de 0% de reajuste salarial que culminou com a deflagração da greve dos servidores de Ribeirão Preto.

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