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Entrevista São Paulo, 10 de maio de 2016
ENTREVISTA - Maria Elvira, de Jaboticabal:
"São 39 anos dedicados ao funcionalismo municipal"

A dirigente de Jaboticabal é uma das principais líderes sindicais e está entre as fundadoras da Federação

Com nome forte, personalidade marcante e dona de opinião com as mesmas características, descrevemos um pouco da entrevistada da semana. Maria Elvira Armentano, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Jaboticabal, fala um pouco sobre sua trajetória pessoal e profissional.

A dirigente exerce grande liderança na região e, além disso, participou do processo de fundação da Fesspmesp, o que na prática representa seu desejo em defender a categoria. Com muita disposição de luta e propósito de contribuir de forma crescente para o fortalecimento do funcionalismo, a dirigente se destaca pela persuasão. Vamos conhecer um pouco mais sobre Maria Elvira. Veja abaixo a entrevista com a dirigente.

Maria Elvira Armentano representa a força
e exemplo do funcionalismo no Estado de
São Paulo. Nunca foge à luta e sabe negociar
1) Antes de se tornar Servidora municipal exerceu quais funções no mercado de trabalho?
Comecei a trabalhar muito cedo. Aos 12 nos de idade, estudava no Colégio Santo André, no período da manhã, e depois do almoço tomava conta de uma prima que era portadora de hidrocefalia. Já aos 15 anos fui trabalhar no IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) como recenciadora de pessoas jurídicas.

2) O quê a levou para o funcionalismo?
Quando ainda estava no IBGE pensava em estudar odontologia, mas isso só era possível se fosse em outra cidade. Por motivos familiares, meus pais acabaram não permitindo que isso ocorresse. Em 1977, resolvi prestar concurso para Prefeitura de Jaboticabal, motivada pelo salário e para poder me manter em meu município. Fui aprovada e atualmente tenho 39 anos de dedicação ao funcionalismo municipal.

3) Qual cargo exercia?
Naquela época, o cargo se chamava Escriturária. Equivalia a um Auxiliar, Agente Administrativo ou algo do tipo. Por possuir facilidade em aprender, passei por várias repartições e isso me trouxe grande bagagem para crescer dentro da Prefeitura. Como naquele tempo os cargos de secretários eram ocupados por Servidores de carreira, acabei conquistando a vaga equivalente à secretária de Administração atualmente, porém com uso de outra nomenclatura.

4) Como iniciou sua militância Sindical?
Num primeiro momento não foi por opção e nem por vocação, mesmo porque nessa época eu era considerada uma líder pelos Servidores, por não ter medo de enfrentar as Administrações na defesa de colegas e em minha defesa pessoal. Foi na verdade um processo natural e involuntário, mais por necessidade e pressão do que outra coisa.


Presença garantida em cursos, eleições e mobilizações, Maria leva com muita disposição toda sua experiência

5) Conte como foi esse processo?
Estávamos no velório de um amigo e, juntamente com um grupo de Servidores (até então já havíamos fundado a Associação dos Servidores - Clube - e a lei permitia a criação sem mexer com a associação), surgiu a ideia de fundar o Sindicato dos Servidores de Jaboticabal. Tudo motivado pela Constituição de 1988, que passou a permitir a criação de Sindicatos. Colocamos as mãos na massa e rapidamente, no dia 5 de março de 1989, fundamos nossa entidade.

6) Como e quando se tornou presidente da entidade?
Inicialmente, fiz parte apenas da diretoria. No entanto, o presidente eleito foi convidado para ocupar o cargo de diretor benefícios do nosso Instituto de Previdência - SEPREM. Como o estatuto nos permite escolher, nestes casos, entre nós um novo líder, fui eleita entre os dirigentes para ocupar o cargo de presidente, no ano de 1992. A partir daí, comecei a me inteirar cada vez mais na função e hoje procuro compartilhar um pouco das minhas experiências.

7) Qual era a situação da entidade na época, como a encontrou?
Na verdade, como fomos fundadores do Sindicato, desde o começo foi tudo muito organizado e planejado. Portanto, tudo o que a entidade possui hoje foi fruto do nosso trabalho e desenvolvimento. Temos uma estrutura consolidada e tenho orgulho de estar à frente dela.

8) Quais os principais desafios nessa trajetória?
Tivemos vários, mas posso enumerar dois. Primeiro: tivemos que conquistar a confiança dos Servidores para construção financeira e moral da entidade. Afinal, tudo era muito novo e esse processo foi desgastante. Segundo: foi um embate muito pesado onde enfrentamos as Administrações do PT, nos anos de 1992, com a primeira greve da categoria, com duração de 21 dias, e em 2003, com greve de 52 dias ocasionada pela falta de reposição salarial. Essas foram duas grandes lutas, as quais no final saímos vitoriosos e de cabeça erguida.

9) Quais as principais conquistas à frente da entidade?
Uma delas foi a criação do nosso Instituto de Previdência, em 1992, e primeiro Plano de Cargos e Salários do funcionalismo. Já com outras Administrações, conquistamos cesta-básica, cartão-alimentação, avaliação de desempenho anual, quinquênios, licença-prêmio, sexta parte, entre outros. Em 2008, novamente a revisão no Plano de Cargos e Salários.


Com 39 anos de luta em prol do funcionalismo municipal, a dirigente é muito querida por todos os companheiros

10) Para você o que representa o funcionalismo?
Uma categoria a qual faço parte e me orgulho, e que nenhuma Administração consegue se manter sem os Servidores públicos, em nenhuma área. Por isso luto pela valorização e defesa da categoria.

11) Como desenvolve seu trabalho dentro da Macro 4?
Assumi recentemente e, por conta disso, vamos reestruturar tudo novamente. O primeiro passo é juntar todos os Sindicatos pertencentes à região e atribuir democraticamente todas as funções. É uma parceria, e a participação de todos nas escolhas é fundamental para realização de um bom trabalho. De forma mais pontual, já estamos auxiliando algumas entidades, porém, quando tudo estiver certo, teremos autonomia para cuidar dos companheiros de forma mais ampla.

12) Qual a importância da Federação em seu ponto de vista?
Participei ao longo dos anos, da Usimesp, Frente Municipalista, FEESP, até chegar na Fesspmesp, onde também fui fundadora. A Federação tem o papel de representar, organizar, legitimar as entidades sindicais, e acredito que isso esteja sendo feito.

13) Deixe uma mensagem para os Servidores de Jaboticabal.
A mais honrosa das ocupações é servir ao público e ser útil a nossa cidade e população. Servidor municipal é motivo de muito orgulho. Parabenizo a cada um pela doação e trabalho na luta diária por uma sociedade melhor. Estou à disposição para o que for necessário.

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A dirigente foi homenageada no 4º Congresso das Mulheres Sindicalistas da Federação, em Praia Grande/SP

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